Durante o casamento, é comum que muita gente note o volume no vestido da noiva, mesmo sem entender como ele se chama ou como é usado. Na verdade, trata-se de um saiote que deixa certos tecidos mais “armados”, porém, nem todos os modelos combinam com esse acessório.

O surgimento do saiote tem a ver com os vestidos mais volumosos, que ganharam a moda no século XV e chegaram até as cortes europeias no século XVIII. Ninguém pode discordar que cada época tem a sua moda, e esse modelo de saiote passou por um processo de deixar as peças mais armadas até os dias de hoje, em que esses modelos são mais usados em vestidos comemorativos.


Antigamente, as armações usadas pelas mulheres nas saias eram de arame, em estruturas gigantescas para dar aquele efeito de “falso traseiro”. Lembra do filme da Cinderela, o recente, com personagens reais? É só reparar na cena em que a Cinderela veste as duas irmãs com um saiote de metal e já dá pra imaginar como as roupas eram pesadas na era Iluminista. Ao longo do tempo, esses materiais evoluíram e foram trocados por tecidos mais rígidos, com muitos babados, até os dias atuais.

Hoje em dia, os babados ainda existem e a estrutura do saiote, também, tornando-se mais suave e flexível. É interessante notar a evolução da moda, que deixou as mulheres mais confortáveis, eliminando inclusive o uso do espartilho, principalmente após a Revolução Francesa, um grande marco histórico em relação aos países europeus que ditavam a moda na época. Ao longo do século XX, o saiote caiu em desuso e, em seguida, retornou, dessa vez em indumentárias específicas, como vestidos de festa e de noiva.

“Bolos de noiva” e tradição do saiote nos vestidos de casamento

Nos anos 80, os vestidos de noiva com volume voltaram com força, sendo chamados até de “bolos de noiva”. A moda persistiu até o início dos anos 90, que trouxe uma nova era de vestidos mais minimalistas. Para usarmos um volume específico nos vestidos de hoje em dia, é necessário utilizarmos saiote para alguns tipos de tecidos mais leves, inclusive para determinadas silhuetas como sereia, meio sereia e evasê.

Porém, outros tipos de tecido se tornam mais encorpados, com aspecto de vestidos maiores como zibeline de seda ou cetim, que são mais estruturados de acordo com o corte do vestido. Um exemplo é o vestido godê (cortado na cintura com uma abertura), que fica mais aberto, bem como o tule, que pode ser usado sem saiote por baixo, apenas com saiote de tule por fora.


Tudo depende do tecido escolhido, que não precisa necessariamente do saiote para ganhar mais volume. Já para ter um vestido encorpado e sorte no grande dia, uma tradição de origem desconhecida manda que as noivas coloquem embaixo do saiote os nomes de suas amigas solteiras. Reza a lenda que quem tiver o seu nome anotado na barra do vestido da noiva, também irá se casar em breve.

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